Terapeutas, individuação e sociedade

O psiquiatra e analista Karl Fierz lembra que devemos procurar nossos símbolos internos e guardá-los nos corações. Isso em termos políticos significa que temos responsabilidade individual como cidadãos que pertencem a uma comunidade. E, em termos metafísicos, que nossas intenções e erros nos levam a sermos o que somos.

Uma desordem psíquica não pode ser encarada somente como um escândalo, mas pode ser um sinal de desenvolvimento pessoal. Isso também acontece cm um país e com uma cultura.

O processo de individuação não é um recolhimento a uma torre de marfim, ao contrário; a responsabilidade social é um elemento crucial da individuação. A personalidade bem equilibrada implica que o indivíduo saiba se ajudar e ajude ao próximo.

Como terapeutas, não podemos esquecer desse compromisso, da responsabilidade cívica e profissional, de não sermos alienados da realidade individual e coletiva. Devemos exercitar a cidadania. Precisamos ter a consciência bem desenvolvida e o coração bem aberto.

Texto: Dulce Helena Briza, em “A mutilação da Alma Brasileira”

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